DR. BRUNNO ARAÚJO NÓBREGA

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Diagnóstico precoce do autismo

     O diagnóstico de autismo pode ser feito antes dos 3 anos de vida. Entretanto, não é incomum aquele ser suspeitado apenas quando entram na escola, por exemplo.


     Se o seu bebê (0-2 anos):
     → não sorri;
     → não demonstra interesse para ser pego no colo quando os pais se aproximam;
     → não olha nos olhos de outras pessoas (ou o faz de forma pouco intensa);
     → parece não ouvir o chamado de outras pessoas, mas, tem interesse intenso por sons de objetos;
     → apresenta sons (balbucios) mínimos ou anormais (ruídos, estalos, sons, guinchos);
     → fala sílabas sem sentido;
     → tem atraso ou ausência de fala;
     → repete a frase inteira (ou a última palavra da mesma) das outras pessoas;
     → desaprendeu palavras ou frases que sabia antes;
     → demorou para andar;
     → brinca de forma repetitiva e monótona;
     → tem movimentos ou comportamento repetitivo e sem propósito;
     → ligação intensa com algum objeto (aspirador, por exemplo);
     → comporta-se com estranhos e familiares da mesma forma;
     → demonstra medo ou raiva quando a sua rotina é modificada;
     → não percebe o estado emocional (alegria, raiva) de outras pessoas;
     → melhora o comportamento quando está doente;
     → permanecem ser ter lado preferencial (esquerda / direita) para escrever ou chutar bola, por exemplo;
     → não brinca com crianças da mesma idade;
     procure o seu pediatra para avaliação e, se a suspeita de autismo (ou outra alteração no desenvolvimento) for percebida, encaminhamento posterior para profissional habilitado (psiquiatria da infância e adolescência / psicologia).
     Essa postagem não visa substituir avaliação médica; é apenas um instrumento para estimular pais e familiares a procurar avaliação precoce.

Fonte adicional: clique aqui.

4 comentários:

  1. Brunno,

    Este é um artigo que me afeta diretamente. Vc está certíssimo em recomendar que a criança cujo desenvolvimento afetivo e neurológico seja vista pelo pediatra da criança. No entanto, pelos últimos anos, infelismente temos tido provas que nós pediatras ainda náo estamos de todo atentos a esta questáo. Nós pediatras temos que estar sensíveis e PREPARADOS para o diagnóstico precoce. Porque muitas vezes, quando o pediatra suspeita, a vizinha, a avó, a professora também já notaram, e aí já se pode ter tido uma perda considerável para o desenvolvimento.

    Um abraço.

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  2. Dr. Brunno, boa noite!
    Eu li em um artigo na Folha de São Paulo que o medicamento aripiprazol tem bem menos efeitos colaterais que a risperidona, dentre eles a compulsão alimentar. Meu filho de 15 anos toma risperidona há 2 anos e observo uma compulsão alimentar tremenda. Por gentileza gostaria de saber a sua opinião sobre esse novo medicamento - aripiprazol e se já temos no Brasil. OBRIGADA!!!!Sandra

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  3. Boa tarde, Sandra. A exemplo da risperidona, o aripiprazol (Abilify®)também é um antipsicótico. Foi desenvolvido por pesquisadores japoneses no início dos anos 90 e liberado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2003. Apesar de apresentar menos aumento de apetite do que a risperidona, o aripiprazol não teve segurança e eficácia estabelecidos para menores de 18 anos. Também, não tem eficácia comprovada para autismo. Outras informações: http://www.anvisa.gov.br/bularioeletronico/ .

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  4. hola! Eu realmente gostei deste blog

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