Parceria entre Educação e Saúde Mental do Escolar

domingo, 28 de agosto de 2016

Asperger no sexo feminino

O Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5), de 2013, promoveu a fusão das condições antigamente denominadas de Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno (Síndrome) de Asperger em apenas uma, denominada Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Essa modificação surgiu da observação de que os termos usados antigamente não eram transtornos psiquiátricos distintos; o que as diferenciava era a intensidade (leve, moderada e grave) das alterações da comunicação social e dos comportamentos restritivos e repetitivos. 

Em 2011, conheci o trabalho de um psicólogo australiano, Tony Attwood, acerca de pacientes portadores de TEA. Em uma de suas obras, ele descreveu acerca do grande desafio no diagnóstico da Síndrome de Asperger (atualmente denominada Transtorno do Espectro do Autismo sem comprometimento linguístico ou intelectual) no sexo feminino.

Antes da leitura sobre a Síndrome de Asperger no sexo feminino, sugiro leitura sobre Transtorno do Espectro do Autismo (clique AQUI).

Fonte: Asperger no Feminino
Autores: Tony Attwood, Catherine Faherty, Sheila Wagner, Lisa Iland, Mary Wrobel, Teresa Bolick, Jennifer Mcilwee Myers, Ruth Snyder e Temple Grandin
Editora: Verbo
Ano: 2011

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Os dados epidemiológicos referentes a portadores de TEA indicam que há 4 vezes mais homens do que mulheres com a condição. Mas, em relação à Síndrome de Asperger, os números são bem diferentes: para cada 10 homens diagnosticados, há apenas 1 mulher. Perguntas: 

1)As mulheres têm menos probabilidade do que os homens de nascerem portadoras da Síndrome de Asperger?

2)É mais difícil diagnosticar mulheres com a Síndrome de Asperger em relação aos homens? 

-Parece que muitas mulheres com a Síndrome de Asperger apresentam as mesmas capacidades dos homens, mas, com características mais sutis ou menos graves

-As mulheres explicam melhor sobre suas emoções e não costumam ser agressivas em resposta a emoções negativas (confusão, frustração e raiva); os homens, geralmente mais agressivos, têm mais probabilidade de serem encaminhadas para uma avaliação diagnóstica em saúde mental.

-Crianças com Síndrome de Asperger costumam provocar, nas outras crianças, dois tipos de reação comportamental: maternal ou "predatória." As crianças que interagem mais com grupos de meninas têm maior probabilidade de serem apoiadas quando se sentem inseguras sobre o que fazer ou dizer em situações sociais e confortá-las quando estão perturbadas. Alguns garotos com Síndrome de Asperger preferem brincar com meninas, que são, frequentemente, mais gentis e tolerantes do que os seus pares masculinos (provocam, ignoram e agridem mais).


-As meninas com Síndrome de Asperger são mais motivadas para aprender e são mais rápidas para aprender estratégias individuais e em grupo de competências sociais. Por conseguinte, elas poderão ter um prognóstico a longo prazo mais favorável, no sentido de se tornarem socialmente mais competentes.

Group of children riding on roundabout in playground in sunshine

-Em geral, as mães portadoras da Síndrome de Asperger parecem ter maiores capacidades maternais e empáticas com seus próprios filhos do que os pais com Síndrome de Asperger, que têm grandes dificuldades em compreender e relacionar-se com os seus filhos.

-Mais meninas do que meninos com Síndrome de Asperger têm a capacidade de observar as pessoas socialmente capazes e imitar os seus gestos, a sua voz e a sua personalidade, adquirindo uma competência social superficial, desempenhando o papel de outra pessoa. Elas participam com mais entusiasmo das aulas de expressão dramática ou de discurso, com o intuito de treinamento de "linguagem corporal" de personagens.

-Os interesses específicos mais comuns nas mulheres portadoras da Síndrome de Asperger podem ser os mesmos dos homens: meios de transporte e áreas especializadas das ciências e da eletrônica (principalmente computadores). Porém, elas se interessam mais por animais (cavalos / animais comuns a uma determinada região) e literatura clássica (Shakespeare, por exemplo) com intensidade muito acima do esperado.
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lista de Psiquiatras da Infância e da Adolescência no Brasil

Para que você tenha acesso aos Psiquiatras da Infância e da Adolescência devidamente cadastrados no Conselho Federal de Medicina (CFM), é simples:

1)Clique AQUI (CFM).

2)Aparecerá uma tela igual à imagem abaixo. Preencha apenas o último item ("Captcha [Sequência de Caracteres]).




3) A lista dos profissionais aparecerá em ordem alfabética.

Há excelentes profissionais que apresentam a especialidade PSIQUIATRIA, mas, sem a área de atuação PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA. Eles podem atender crianças e adolescentes, caso sintam-se aptos a tal desafio; porém, não podem apresentar-se como psiquiatras da infância e da adolescência.